Responsável Técnico: Dr. Gladyston Matioski CRM 21048/PR

Por que interromper o atendimento eletivo nas clínicas e hospitais?


O primeiro caso da pandemia de Covid-19, nome dado à doença causada pelo novo coronavírus, SARS-CoV2, foi identificado em Wuhan, na China, no dia 31 de dezembro do último ano. Os casos se espalharam primeiro no continente asiático e, depois, rapidamente por outros países do mundo.

Em fevereiro, a transmissão da Covid-19 no Irã e na Itália chamaram a atenção pelo rápido aumento de novos casos e mortes, fazendo com que o Ministério da Saúde alterasse a definição de caso suspeito para incluir pacientes que estiveram em outros países. No mesmo dia, foi identificado em São Paulo, o primeiro caso da doença no Brasil.

Em março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu o surto da doença como pandemia. Poucos dias depois, foi confirmada a primeira morte no Brasil, em São Paulo. No mesmo dia, dois pacientes do Rio de Janeiro que tinham testado positivo para coronavírus também vieram a óbito.

Desde então, o país tem acompanhado o aumento do número de casos e a implementação de rígidas medidas de contenção em todos os estados e no Distrito Federal.

Atendimentos de Saúde

Diante da necessidade de distanciamento social, principalmente das pessoas idosas e portadoras de doenças crônicas, consideradas do grupo de risco, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) recomendaram interrupção do atendimento eletivo (que não tem caráter de emergência ou urgência).

Como em todas as especialidades médicas são comuns quadros que, apesar de não emergenciais, causam dor e/ou outro tipo de desconforto, muitos têm questionado sobre a necessidade da medida nas áreas da saúde que não a clínica médica e a infectologia, diretamente ligadas ao diagnóstico e tratamento da Covid-19.

Ao interromper a realização de procedimentos eletivos de especialidades como ortopedia, plástica, oftalmologia e outras áreas da medicina, os hospitais mantém seus leitos - principalmente os de UTI - disponíveis para casos da Covid-19 que necessitem internamento.

Além disso, a medida também visa impedir a saturação do sistema de saúde público e privado. Ao reduzir o número de pessoas em contato umas com as outras nos serviços de saúde, diminui-se também a rapidez da transmissão da doença. Somente por meio do “achatamento” da curva de contaminação, os serviços de saúde poderão atender a todos os casos positivos de maneira adequada.

Na Ortopedia do Quadril Curitiba, o atendimento eletivo está suspenso, portanto, até o dia 20 de abril de 2020, podendo esta data sofrer alteração caso seja necessária prorrogação do período de distanciamento social.

Emergências e urgências

No entanto, mesmo em meio à pandemia, continuam ocorrendo casos de emergência (quando a pessoa necessita de assistência médica imediata, pois há risco potencial de morte) e urgência (que não possui risco de morte iminente, mas que, se não for tratada, pode evoluir para complicações mais graves).

Tanto no Sistema Único de Saúde (SUS), quanto no serviço privado, esses casos continuam sendo atendidos nos Pronto Atendimentos. Como em decorrência da pandemia, muitas UPA’s e hospitais fizeram uma reestruturação dos serviços, é recomendado buscar informações sobre onde estão sendo atendidos casos de emergência e/ou urgência.